11.13.08
Posted in Entrevistas at 23:16 de mestreaguiar33033
“A confusão entre os papéis do teólogo e do pastor me parece inadequada, em especial por estas funções exigirem habilitações bem diferenciadas.” Esta é a opinião do teólogo Márcio Fabri dos Anjos. Em entrevista concedida à IHU On-Line, por e-mail, o professor falou sobre a presença da Teologia na sociedade contemporânea, sobre a possibilidade de reconhecimento dos cursos de Teologia por parte do MEC e das propostas de profissionalização do teólogo e as características sociais da proposta. Para ele, “as perguntas éticas da humanidade devam ser sempre assumidas pela Teologia”.
Márcio Fabri dos Anjos é Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Itália (1975). Ex-presidente da SOTER - Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (1991-1998); fundador e ex-presidente da SBTM - Sociedade Brasileira de Teologia Moral (1980-86). Diretor do Instituto Alfonsianum de Ética Teológica. É pesquisador e docente do Centro Universitário São Camilo, São Paulo; professor orientador de doutorado da Accademia Alfonsiana, da Pontificia Università Lateranense, Roma, Itália; professor de teologia moral no ISPES - Instituto São Paulo de Estudos Superiores e na Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção (São Paulo); assessor da CRB - Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil; membro da diretoria da SBB - Sociedade Brasileira de Bioética; membro da Câmara técnica de Bioética do CREMESP - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Tem desenvolvido estudos principalmente na área de bioética e religião, com ênfase em conceitos fundamentais como vulnerabilidade, autonomia, dignidade humana e argumentação ética.
IHU On-Line – Para o senhor, qual é o papel da Teologia na sociedade contemporânea?
Márcio Fabri dos Anjos – (…) A Teologia ganha particular relevância quando se percebe a estreita relação entre fé e processos históricos, fé e transformações culturais. Isto ficou claro com a Teologia do Político na Europa e a Teologia da Libertação na América Latina; e não menos claro nas contribuições da Teologia em grandes temas da atualidade como os fundamentalismos, questões de ética social, de ecologia e bioética. A Teologia é capaz de apontar razões para além da simples razão instrumental dominante em nosso momento cultural, o que me parece fundamental.
IHU On-Line – Como as mudanças propostas pelo MEC e pelo Congresso Nacional afetam a Teologia praticada e ensinada hoje?
Márcio Fabri dos Anjos – Há dois assuntos diferentes nesta questão. A possibilidade de reconhecimento civil da Teologia, monitorado pelo MEC, foi a meu ver um importante avanço para colocar a Teologia como forma de conhecimento em sociedade. Além disso, ao monitorá-la pelo viés da cientificidade, provoca uma gradativa abertura do pensar teológico para além das fronteiras confessionais em que ela se dá. Assim, o reconhecimento civil da Teologia é um processo que ainda não acabou; supõe outros passos, alguns bem complexos, mas todos necessários. Quanto ao que tramita no Congresso Nacional, refere-se a projetos sobre a profissionalização do “teólogo/a”. Envolve questões como as características sociais deste profissional, exigências sobre sua habilitação e seus direitos. Há que se perguntar também que interesses estão subjacentes a estes projetos. Em 1994, coordenei um estudo publicado dois anos depois com o título “Teologia: profissão”. Mas na época o interesse básico era o reconhecimento civil que veio alguns anos depois.
IHU On-Line – Os proponentes dos projetos em tramitação no Congresso Nacional estariam fazendo prevalecer suas trajetórias de pastores com prejuízo para a exigência de formação acadêmica superior em Teologia?
Márcio Fabri dos Anjos – Os dois projetos têm diferenças, mas em ambos é preciso olhar a questão da profissionalização com uma metódica suspeita, como observou o professor Ricardo Willy Rieth. Aparece ali uma convergência para um cadastramento dos profissionais da área, permitindo a suspeita de interesses econômicos subjacentes. Isto se soma a um alargamento do profissional “teólogo” para incluir também quem exerce funções de “pastor/a” e alargar assim o grupo de associados. Mesmo que não se verifique tal suspeita, a confusão entre os papéis do teólogo e do pastor me parece inadequada, em especial por estas funções exigirem habilitações bem diferenciadas. Se as comunidades confessionais exigem ou não uma formação e atualização teológica de seus pastores/as, esta é uma questão interna à comunidade. Em sociedade, a habilitação do teólogo/a está sendo monitorada e reconhecida através de exigências acadêmicas, que devem ser melhoradas, mas que já estabelecem passos em vista do serviço da Teologia em sociedade.
IHU On-Line – Pensar a Teologia como profissão pode vir a ser um desacato à experiência religiosa pressuposta no fazer teológico?
Márcio Fabri dos Anjos – A Teologia da Libertação ressaltou a estreita relação que existe entre teoria e prática. O modo de gerar conhecimento hoje também privilegia a aproximação com a experiência e a particularidade. A profissionalização da Teologia pode ser então um desacato à experiência religiosa, e também ao método teológico, na medida em que dela se distanciar, tornando-se como que uma burocracia teórica, ou uma teologia de gabinete. Por outro lado a profissionalização coloca uma pergunta interessante sobre a aplicabilidade da Teologia. Os grupos religiosos em geral vinham destinando o estudo teológico para a formação de seus líderes religiosos, padres e pastores. O termo “leigo” chegou a entrar no vocabulário como sinônimo de “estar por fora”. Em países como a Alemanha, o estudo da Teologia tem, de longa data, outros endereços. No Brasil, esta destinação do estudo teológico está mudando, e traz perguntas sobre sua programação curricular. Acredito que o momento atual seja muito imaturo para a profissionalização da Teologia, mas julgo necessário trazer para os currículos as perguntas sobre a destinação do estudo teológico.
*Fonte: Observatório bíblico
Permalink
10.13.08
Posted in Entrevistas at 16:46 de mestreaguiar33033
Em entrevista à revista Eclésia, Valdomiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder Deus fala sobre sua vida e discute o que faz com que sua denominação seja a que mais cresce hoje no Brasil.
ECLÉSIA - Recentemente a Igreja Mundial do Poder de Deus assumiu 22 horas diárias da programação da Rede 21. Quais são seus planos com todo esse horário na televisão?
O projeto é pregar a salvação e a grande vantagem está no número de pessoas atingidas. Na igreja, prego para 15 mil, na televisão, para 15 milhões. Também atingimos em seus lares pessoas que de outra forma não ouviriam, porque não costumam ir à igreja. Já estamos lá há seis anos e agora vamos ter mais tempo. Começaremos com testemunhos, oração, cultos. Haverá duas horas de jornalismo durante a programação, produzido pela Bandeirantes. Mais para frente, vamos diversificar a programação, com outras atrações, inclusive de variedades. Queremos fazer televisão de qualidade, mas nem por isso deixaremos de lado programas que temos também em outras emissoras. Nossa idéia é crescer e ampliar.
ECLÉSIA - Pode contar algumas dessas histórias que tanto o impressionaram e que mais marcaram seu ministério?
Uma delas foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, “estava na pedra”. A família, inclusive, já tinha recebido o atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, abraçou-me e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiam entender como o coração voltou a bater. Foi uma ressurreição. Há alguns dias, um homem aqui em São Paulo, doente terminal de Aids, que mais parecia um esqueleto e vivia deitado na cama, sem condições para andar, foi curado. O homem tem 1,80 metro e chegou a pesar 30 quilos. Temos todos os exames, antes e depois, comprovando a cura. O vírus não ficou apenas indetectável, desapareceu do organismo dele mesmo. Há algum tempo conheci um senhor de mais de 60 anos que era ateu. Ele foi curado de um câncer e se converteu. Também batizei outro, de 86 anos, que a vida toda militou no ateísmo. Ele me abraçou e disse: “Graças a Deus, que me fez conhecê-lo”. Às vezes, coloco a cabeça no travesseiro quando passo alguma luta ou perseguição e não consigo dormir, abatido ou querendo esmorecer, e o Espírito Santo me lembra de tudo isso que tem acontecido. Ele me diz: “Se faço isso na vida de todos os eles, também faço na sua”.
ECLÉSIA - Hoje existem teorias sobre batalha espiritual e libertação que envolvem conceitos complicadíssimos como mapeamento espiritual e regressão. Seus cultos enfatizam libertação, curas e milagres, mas o senhor crê nesses ensinos?
Conhecer é importante, mas tem gente que, nessa busca, acaba dificultando as coisas. Não vejo o Evangelho dessa forma. Por isso, buscamos simplificá-lo. Tenho consciência que, dentre tantos pregadores que estão com algum destaque na atualidade, eu sou o menor, com menos conhecimento. Não sou versado na letra. Leio a Bíblia todos os dias, mas não para mostrar erudição ou demonstrar na televisão ou no púlpito. Leio para me alimentar. Na verdade, leio a Bíblia como quem busca um prato de comida. Você prega uma hora, duas horas, fala com eloqüência e arranca aplausos e choro da platéia. Depois vem outra pessoa, que fala um português sofrível, mas, pela fé, faz o paralítico andar. Qual terá mais credibilidade diante do público? Eu prefiro ser este último homem. No tempo de Jesus, os sacerdotes e escribas eram homens de grande conhecimento. O próprio Nicodemos mostrou que sabia muito. Mas reconheceu diante de Cristo que ninguém poderia fazer aqueles sinais, se Deus não fosse com ele. É disso que precisamos. A Palavra precisa voltar a salvar, curar, libertar e prosperar. Tem gente que é muito inteligente para inventar formulas. Dou graças a Deus por não ter inteligência para isso. Não falo em sabedoria, pois a pessoa sábia não fica buscando e se preocupando com isso. Preocupa-se em promover o Reino de Deus e ver a multidão glorificar a Deus.
ECLÉSIA - A Igreja no Brasil é especialista em promover grandes eventos e concentrações de sucesso. Mas não em segurar as pessoas e fazê-las crescerem espiritualmente. Como você encaram essa realidade por aqui?
A Bíblia trata o líder, o pastor, como um construtor. Aquele que é prudente precisa ver que materiais vai usar e como lançará o alicerce. Se, após verificar o solo, fará uma fundação superficial ou outra, mais profunda, mas que também ofereça mais segurança. Não sou engenheiro ou arquiteto, mas sei que sem trabalho, nada se faz. Trazendo para o lado espiritual, a mesma regra vale para a pregação. Nunca preguei milagres. Não é necessário falar de um cego há dois mil anos, se posso mostrar o cego curado hoje. A não ser quando a pregação fala da atitude daquele que foi curado: o cego que seguiu Jesus, aquele dentre os dez leprosos que voltou para agradecer. O material empregado é a Palavra de Deus. Nossa pregação e ensinos são ministrados nos cultos e em programas de televisão. Igrejas que normalmente fazem grandes movimentos, não têm tempo para pregação e ensino. Apenas realizam campanhas. As pessoas recebem – às vezes, não recebem, porque sem eles é difícil para receber – e Jesus é apresentado a elas como o dono do supermercado, do depósito, ao qual o interessado vai para comprar. Garanto que não temos problema de grande rotatividade. Atribuo isso à pregação. Ensino que o principal não pode ser o milagre físico ou financeiro, mas a salvação. Senão, quando estiver no deserto, sem milagres, o crente corre o risco de ficar igual aos hebreus no deserto e murmurar. Para permanecer na presença de Deus, temos que nos agradar dele como diz o Salmo 37 e nunca atribuir a Deus seus fracassos ou problemas. Com quem nos identificamos? Com Jó ou com sua esposa? Bênçãos e milagres são conseqüências da comunhão que temos com ele.
ECLÉSIA - Como teve início sua caminhada espiritual? E como aconteceu sua conversão?
Eu era católico como a maioria aqui no país: não queria nem saber de ir à igreja. Na verdade, eu era menino ainda. Com a morte de minha mãe, saí da casa de meu pai. Tinha 12 anos. Perder minha mãe foi um golpe duro, ela era rígida, mas nos fazia sentir protegidos. Não conseguia conviver com as famílias de meus irmãos mais velhos, casados. Estava machucado, era rebelde. Com 14 anos fui embora. Vivi momentos difíceis. As más companhias que encontrei, trataram de me afundar de vez. Passei fome, dormi na rua, tornei-me um viciado e contraí diversas doenças. Meus irmãos até vieram atrás de mim, mas eu não deixava que me ajudassem. Maltratava-os. Um dia, depois de passar a noite em claro, estava na frente de uma igreja e o pastor, rapaz novinho, convidou-se para entrar. Estava tão cansado que aceitei, claro. Só queria fechar os olhos e descansar, mas Deus tinha outros planos e naquela reunião me alcançou.
ECLÉSIA - Durante vários anos, o senhor atuou como pastor e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Inclusive no exterior. Em Moçambique, sofreu uma das maiores adversidades de sua vida. Como foi?
Aconteceu em 1996 e foi um naufrágio. Mas não um acidente. Sabotaram nosso barco para tirar minha vida. Em Moçambique, pescava e dava os peixes às comunidades carentes. O crescimento da igreja, no entanto, começou a incomodar outras lideranças. Certo dia, fomos pescar e quando já estávamos em alto mar, percebemos que a embarcação fazia água. Estava com mais dois pastores e um músico. Disse a eles que me esperassem, pois ia buscar socorro. Um dos pastores ficou em uma bóia que deixamos lá para marcar o local, próximo ao naufrágio, em um recife. Mas os outros dois resolveram me acompanhar. Como tinham corpos atléticos e eu era bastante obeso, tinha 153 quilos, pensaram: “Se o bispo vai, também podemos ir”. O problema é que foi uma decisão de fé. Acho que nem o melhor nadador, fosse ele o Gustavo Borges ou o César Cielo, conseguiria nadar ali. A água do oceano estava tão gelada que havia risco de congelar. Fora isso, tinha a distância e os tubarões que procriavam na região. Como a corrente estava forte e as ondas enormes, logo perdi o contato com eles. Nadei sem parar por oito horas, desviando de tubarões. Perto da praia, dois homens me socorreram, como se carregassem uma pena. Meus olhos sangravam por causa da alta concentração de sal da água e não consegui vê-los direito. Depois dos primeiros-socorros, gritaram para outras pessoas e sumiram. Fui levado até a ilha vizinha, habitada. Lá, as equipes de socorro me ajudaram e foram atrás dos outros. O que ficou na bóia foi resgatado, mas os demais nunca mais foram encontrados. Outras vezes voltei àquela praia, mas não encontrei os dois primeiros que me ajudaram. Creio que eram anjos. Depois de tudo, a imprensa e técnicos do governo foram ao local. Não conseguiam acreditar que tinha sobrevivido. Não tenho dúvida que experimentei um grande livramento de Deus.
ECLÉSIA - Foi a partir daí que o senhor fundou a Igreja Mundial?
Foi logo depois, mas não em virtude disso. É até difícil explicar como começou, mas foi pela vontade de Deus. Durante 18 anos, fiz parte de outro ministério. Mas aí comecei a discordar da forma como essa igreja estava agindo. Na minha opinião, já não pregava a Bíblia e ensinava o Evangelho como aprendemos. A Palavra de Deus é simples demais e sempre procurei prega-la dessa maneira. Já não via isso na igreja. Cheguei na minha esposa e disse a ela que não me sentia bem, pois não pregávamos mais a verdade. Mas era obrigado a obedecer à direção. Oramos a Deus e ele colocou em nosso coração para que saíssemos. Nada foi planejado. As pessoas souberam de nosso desligamento, estranhavam, perguntavam por que estávamos saindo e o que iríamos fazer. Eu apenas dizia que queria pregar o Evangelho de Jesus. Queriam saber como se chamaria a nova igreja. Eu não dizia. Falar o quê? Não havia parado para pensar nisso. Mas uma vez estava no carro, quando um amigo fez a pergunta e disse de supetão “Mundial do Poder de Deus”. Não estava preocupado com isso, veio de repente.
ECLÉSIA - A igreja já começou atraindo gente?
Nada. Antes da primeira reunião, passamos a semana inteira evangelizando. Até estava acostumado com multidões. Na África, em menos de dois anos, batizamos quase 50 mil pessoas. Por isso, os primeiros resultados foram desanimadores. No horário da reunião, não havia ninguém. Atrasei meia hora e, mesmo assim, só havia 16 pessoas. Contando com minha esposa, filhas e três ou quatro pastores. Mas era Deus trabalhando, amassando e moldando o barro. Com muito trabalho, o número de freqüentadores foi aumentando e, em dois meses, precisamos mudar pela primeira vez de salão, pois aquele em que estávamos havia se tornado pequeno. Hoje, a cada reunião, há 2 a 3 mil pessoas novas toda vez. Nossa preocupação é que venha também o crescimento espiritual. ECLÉSIA - Esse crescimento acaba incomodando outras denominações. Como o senhor encara as críticas e perseguição que sofre? Para mim é triste, pois vem justo de irmãos na fé. Já fui caluniado e ameaçada de morte junto com minha família. Eles têm medo de perder sua posição, seu prestígio, pessoas não virem às suas igrejas. O ciúme é um problema até na Bíblia. Eles olham para as multidões vindo à Igreja Mundial e temem. Isso não deveria acontecer, afinal, somos soldados do mesmo exército. Independente da minha igreja estar cheia ou não, louvo a Deus quando vejo uma outra, repleta e buscando a Deus. Creio que, mais cedo ou mais tarde, verão que não adianta ficar criticando e acabarão orando por mim. Já me habituei com as calúnias. Não é possível esconder um ministério que chama tanto a atenção. Ameaças também surgem, essas são mais difíceis, pois tantas vezes são diretas mesmo. Tentam até fechar nossos templos. Mas digo: para cada um que fecharem, abriremos outros dez.
ECLÉSIA - Quando acabam os cultos, muita gente vem até o senhor para tentar tocá-lo. O senhor não teme ficar com imagem de messias e ser idolatrado?
Não tenho esse temor. Isso não parte de mim e não encorajo as pessoas a pensarem assim. Gente querendo chegar em você para receber uma benção é coisa comum. Na Bíblia, por exemplo, isso não aconteceu apenas com Jesus. Veja o caso de Pedro. Quem era ele? Um simples pescador. Mas, porque sua sombra curava, as multidões se chegavam a ele. As pessoas sabem que vêm de Deus e não do pregador. Mas, por ser mais palpável, acham que, se tocar nele, é mais fácil de obterem. Há um componente bíblico, não só de uma pessoa, mas de todos os servos de Deus, cheios de sua presença, fazerem as mesmas obras de Cristo. Sei que também pode distorcer a mensagem, por isso, digo que sou um canal da benção divina, mas não posso salvar ninguém. Sou carente da salvação e da cura como todos. Sou um comedor de frango com quiabo e angu que, quando fica doente, vai a Jesus como todos e pede sua misericórdia e cura.
Nota:* Compre a revista Eclésia e confira outras notícias interessantes * Editada por mim,pois era muito extensa.
Permalink
08.21.08
Posted in Entrevistas at 13:32 de mestreaguiar33033
Mesmo em meio a tantos títulos importantes que fazem deste líder um reconhecido conferencista internacional, Pr. Jorge Linhares é o típico pastor de ovelhas, que faz questão de estar entre o povo e conhecer as ovelhas pelo nome. Em entrevista dada exclusivamente à Revista Palavra nos dias de congresso “Comunhão, Louvor e Palavra”, realizado em outubro no estado de Connecticut, Linhares fala dos modismos que adentraram e movimentaram a igreja brasileira nos últimos anos e faz questão de compartilhar suas experiências como pastor congratulando a inicitiva de unidade entre os ministérios brasileiros nos Estados Unidos.
Como está o Brasil em termos espirituais? O brasileiro é versátil, e nesta busca acabou permitindo com que tendências de fora e movimentos de origem internacional adentrassem em sua cultura. Éramos como um quintal, onde tudo o que era de fora, era jogado lá. Hoje estamos descobrindo a nossa real identidade. Somos mais maduros e seletivos. Éramos também um curral, ou seja, havia muita manipulação por parte de líderes religiosos. Antigamente alguns líderes comandavam suas congregações com rédeas, dizendo até em quem votar. Hoje a igreja age como ovelhas pensantes. O povo está mais maduro e aprendeu a ser submisso primeiro à palavra de Deus. A igreja está mais madura e está restaurando sua identidade. As pessoas lêem mais. A literatura está crescendo em qualidade e o louvor e adoração está cada vez mais brasileiro. O povo está mais exigente e quer ouvir e se alimentar da verdadeira palavra de Deus.
Qual é o perfil do real pastor de ovelhas? Infelizmente, pastor tem sido mais um título do que uma função ou ministério. Mas, na verdade, pastoreio é ensino e sacerdócio. É se identificar com aquele que o chamou. É buscar ser igual ao mestre: Jesus ia à casa de pessoas feridas. Ele ia ao cemitério para consolar os que choravam. Jesus esteve em um casamento. Ele foi à casa de um homem rico. Ele esteve na casa do doente. Ele pregou na praça. Ele atendeu à prostituta. Ele atendeu ao pobre. Ele pôs a criança no colo. Ele não quis exaltação. Ele, mesmo ferido, estendeu a mão. Ele andou no meio do povo e suas ovelhas conheciam a sua voz. Ele sacrificou seus sonhos pelos sonhos de Deus. Ele é o nosso exemplo. Por isso, ser pastor não é título, é ministério. Mesmo com inúmeras decisões por semana, 200 novas pessoas recebendo a Cristo semanalmente e 200 novos batismos por mês na Getsêmani, eu estou consciente do meu chamado de pastor. As pessoas não estão a procura de um animador de auditório, elas querem amor e pastoreio.
Você acredita que muitos têm se confundido e transformado o púlpito da igreja em verdadeiros palcos? O ser humano em sua origem pecaminosa tem a necessidade de estar no trono. O príncipe deste mundo não conseguiu e por isso tenta espalhar a mentira de que o homem irá conseguir tentando fazer o homem pensar que é o semi-deus. Alguns líderes mudam suas atitudes quando suas igrejas crescem, mas existem aqueles que não se deixam levar pelas aparências. Conheço homens aqui nos Estados Unidos e no Brasil que têm grandes ministérios e permanecem simples como antes. Também conheço aqueles que se engrandecem com o pouco que lhes foi dado, digo que estes foram picados pela mosca azul. Nós lideres devemos nos policiar constantemente, e ter uma igreja que ore por nós, pois todos estamos sujeitos isto.
Conforme algumas de suas ministrações, alguns líderes acabam perdendo sua identidade quando se deixam levar por “modismos”. Como então, discernir estes movimentos dentro da igreja? Primeiro, os movimentos veem e passam. Segundo, a igreja não é laboratório. Laboratório trabalha com ratos, com cobaias. Já a igreja tem seus princípios. Ela é uma agência de adoradores e é mais do que um hospital, pois tem o potencial de cura, mas depois não manda o paciente embora. Ela é o corpo de Cristo. E é como uma orquestra. Nos ensaios cada instrumento é devidamente afinado, mas é no grande concerto onde todos tocam juntos que se nota se estão realmente preparados. Assim, se as igrejas permanecerem unidas, relacionando-se umas com as outras, os que estiverem desafinados com certeza serão facilmente percebidos.
A que você atribui estes modismos dentro da igreja atualmente? Esta busca pelo “novo” é devido ao fato de não se ter o alimento espiritual adequado? Na maioria das vezes, os movimentos ou modismos dentro da igreja acontecem por líderes que estão em busca de novidades. A Bíblia nos ensina a andarmos em novidade de vida e não corrermos atrás de novidades. Muitos líderes se assemelham aos programas de televisão que andam em busca de novas tendências para manter a audiência, esquecendo-se do real motivo do nosso chamado, que é uma vida de adoração. O que a igreja precisa é do alimento sólido, mas muitos têm sobrevivido com o supérfulo, se alimentando de McDonald’s espirituais e se tornando anêmicos. O essencial jamais pode ser substituído. Aquilo que precisamos e que somos não pode ser ignorado ou maquiado. Não há como esconder quem verdadeiramente somos. Podemos estar mal-nutridos ou vivendo debaixo de máscaras, mas uma hora demonstraremos a nossa fome e em algum momento teremos que lavar o rosto e reconhecer que o essencial é uma vida de comunhão com Deus.
Como orientar líderes e ovelhas que se frustraram ao longo do caminho? Tenho encontrado, frequentemente, líderes que estão feridos por terem se deixado levar pelos modismos. A orientação que dou a eles é: - Voltem! O que sempre digo é que pastores feridos dever ser primeiramente tratados e curados para então voltarem a pastorear. Só assim formarão ovelhas saudáveis. A busca por relacionamentos com líderes que têm histórico de equilíbrio, é essencial. Outra orientação é não se isolar, mas participar de conselhos de pastores e buscar reuniões e congressos de estudo da palavra para uma reciclagem espiritual.
Como foi ministrar no Congresso “Comunhão, Louvor e Palavra”, onde seis igrejas e um veículo de comunicação se uniram por uma mesma causa? Pr. Jorge Linhares - Fiquei feliz ao ver que alguém tomou a iniciativa para que isto acontecesse. Neste congresso eu não vi nenhuma fogueira de vaidades. Todos estavam querendo trabalhar. Percebi que até aqueles que poderiam estar em evidência, preferiram ficar na retaguarda sem a preocupação de destacar seus próprios ministérios. Vi que os pastores são amigos e sabem que Deus é aquele que dá a verdadeira honra.
Qual o segredo para liderar uma igreja com tantos membros e manter o perfil de pastor, no tradicional sentido da palavra? O segredo é não querer fazer tudo. Atualmente eu conto com 126 líderes comigo no ministério. Cinquenta deles estão em tempo integral, distribuídos entre os diversos ministérios dentro da igreja. Eu acompanho os casos mais complicados, mas estes líderes são a resposta de Deus para que eu pudesse estar com a minha família, além de poder escrever livros e viajar para ministrar a palavra. Eu aprendi que Jesus nos enviou a fazer discípulos, mas os discípulos não são meus, são dEle. Aqueles que trabalham comigo não são meus discípulos, são meus amigos. Temos crescido em número e em maturidade.
Qual é o segredo de um ministério bem sucedido? O segredo de um ministério bem sucedido está em o pastor continuar a ser gente e não tentar ser um super-man. O povo não espera um líder infalível, distante e inatingível, eles querem fazer parte de seus desafios e lutas e te ver acertar. O pastor não deve ter medo ou vergonha de pedir oração à igreja. O segredo é jamais perder a identidade e a humildade ensinada pelo Mestre.
Permalink
08.13.08
Posted in Entrevistas at 09:16 de mestreaguiar33033
O teólogo brasileiro Leonardo Boff que criticou duramente o Vaticano e foi excomungado está intacto em suas convicções. Em entrevista ao La Vanguardia ele relembra momentos marcantes como o encontro com o então cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI. Contundente e sincero publicou dentre outras obras “a águia e a galinha” Leia abaixo a entrevista editada e deixe um comentário discordando ou concordando:
Faça um resumo de sua vida em três cenas.
Nasci no Brasil, estudei Teologia no seminário e me tornei franciscano. Fui à Alemanha estudar Teologia e voltei à Amazônia.
O senhor se interessou pela Teologia crítica alemã?
Imaginemos agora essa primeira cena; estamos em Manaus, a capital do Amazonas, e explico a uma audiência de cristãos e sacerdotes sobre "Jesus na visão crítica da ciência". Percebo em seus olhos que eles não entendem coisa alguma. Um deles me pergunta como é que pode anunciar esse Jesus aos indígenas que são mortos nas terras dos latifundiários, que as desflorestam e acabam com os índios e com todo o mundo deles.
E então?
Foi ali que me dei conta de que deveria ser humilde e aceitar que era preciso reinventar a teologia com base nessas pessoas. Na cena seguinte estou em Roma, sentado à mesma cadeira que Galileu e Giordano Bruno ocuparam um dia.
Foi lá que o então cardeal Ratzinger me processou, e foi lá que senti profundamente a dureza e a falta de coração do Vaticano.
E em seguida?
Na terceira cena, estamos na Eco 92, no Rio de Janeiro, e acabei de conversar com o Dalai Lama. Um cardeal da Cúria romana se aproxima de mim para me reprovar. "Você não aprendeu nada sobre a necessidade de silêncio".
E então?
"Pode escolher: Filipinas ou Coréia". O senhor se negou a ir?
Obedeci, mas perguntei ao cardeal se poderia continuar falando, escrevendo, ensinando. Ele respondeu que não, porque estavam me ordenando manter o silêncio, em um convento.
E então o senhor se negou a obedecer.
Porque já não se tratava de humildade, que é uma virtude, mas de humilhação, que é um pecado. Um teólogo só tem a palavra para se manter vivo, e se negar a usá-la é como morrer. Assim, abandonei o sacerdócio.
O senhor mantém um ministério universal?
Sou um cigano teológico, mas estou convencido a seguir defendendo minha fé, que não é a única verdade. Nisso discordo de Roma.A verdade, eles dizem por lá, é só uma: a deles.
O Vaticano sustenta que sem a Igreja não existe salvação, e isso é uma arrogância medieval. O espírito de Deus está em toda parte, e Deus, ao encarar a humanidade, vê a todos os seus filhos; não olha apenas para o Vaticano. Para Roma, isso constitui relativismo moral.
Roma tem medo do presente, da diversidade; teme a modernidade e o futuro. Quando, se aceitasse que a posição central não é da Igreja, mas da humanidade inteira, poderia realmente salvar o mundo. Todos sabemos algo da verdade, mas nenhum de nós a sabe inteira.
Antonio Machado explica bem: "Não me dê tua verdade; busquemos juntos a verdade, e a tua e a minha guardaremos".Mas "povoarás a Terra e a dominará"…
Esse "dominará" foi mal traduzido; no original bíblico a referência é a cuidar da Terra, como se cuida de uma herança. Tratamos a Terra como se fosse uma mina da qual extrair riquezas e depois abandonar, esquecer. E a Terra somos nós.
Permalink
08.06.08
Posted in Entrevistas at 09:21 de mestreaguiar33033
Após muito consultar vários pastores e teólogos não obtive resposta para uma eventual entrevista feita pelo próprio blog, mas Deus queria que fosse o meu amigo e irmão Joaquim Neto que mesmo estando longe a muito tempo me concedeu e me brindou com a primeira entrevista de fato, e que me comoveu muito e algumas coisas não sabia. Leia e se delicie, e para os irmãos da IDPB do Amazonas e mais precisamente do Educandos mate a saudade desse irmão como ele mesmo se define PERSISTENTE, as vezes cricri mas… querido.Que Deus nos abençoe e faça resplandecer sobre nós a luz do seu rosto!!
Como foi sua conversão e chamada para o Ministério?
CONVERSÃO - Nasci em um lar religioso. Ainda na adolescência, influenciado por meus pais, alguns amigos e pela pregação de alguns padres, leitura de livros, revistas e jornais, tornei-me em um comunista ateu. Dizia não existir Deus, e que esse negocio de religião era perda de tempo. Em 1970 apareceu em minha casa um pastor engraçado e falante, ele começou a nos visitar com freqüência, e com o consentimento de meus pais ele começou a dirigir alguns cultos lá em nossa casa. Na primeira reunião eu atrasei a chegada em casa para não os encontrar, mas na reunião seguinte quem bancou o esperto foi o pastorzinho que atrasou a reunião de propósito. Grande foi minha surpresa! Ao chegar em casa lá ainda estava o pregador. Surpreendido e muito sem graça tive de assistir toda aquela xaropada. Mais uma coisa me alegrou! Junto veio à irmã do falador insistente, ela muito me agradou, era uma loira muito linda. Sentei-me a seu lado e ela colocou-se de maneira que eu pudesse acompanhar a leitura da Bíblia e do hinário; senti que também tinha agradado a ela. Daí em diante por causa da moça não mais perdi nem uma reunião. Com a intenção de ganhar o premio maior, a linda beldade! Comecei ir a igreja, com isso casei-me com ela contra a vontade do pastor, seu irmão, ele era contra o casamento; eu não tinha religião.Antes de me casar eu tinha dito para minha noiva Necy que não a proibiria de ir a igreja, e sempre que fosse possível, eu a levaria, e nessas minhas idas à igreja acabei tendo o encontro com Jesus o meu Salvador e Senhor. Como está escrito: A fé vem pelo ouvir da palavra, acabei caindo na armadilha! Deus usou o encanto da linda loira para me conquistar.
CHAMADA - Pelos meados de 82 eu estava assistindo a introdução de uma escola dominical na IDPB em Educandos, lá estava um missionário vindo do meio das tribos indígenas do Acre, sua fala me causou grande impacto, chorei muito, nesse ínterim, pedi a orientação de Deus sobre como fazer para pregar este evangelho ao povo carente. Recebi como resposta no mesmo instante direto de Deus a seguinte orientação: prepara te. No entanto só bem mais tarde fui para Santarém cumprir a missão. Hoje sou ordenado pela igreja Batista Elim, sou o vice-presidente da entidade e exerço a função de mestre da igreja e dou treinamento para pastores, parte dos meus escritos entraram oficialmente para a doutrina da igreja. Pretendo mais tarde abrir uma igreja no nordeste talvez em São Luiz Ma.ou interior.
Como o senhor vê o ensino na igreja?
Vejo o ensino como parte mais importante entre todas as tarefas de uma igreja. Sem um ensino eficaz os conversos se tornam fracos sujeitos a ventos de qualquer doutrina herética.O pregar da palavra traz arrependimento, conversão. O louvor: liberta, traz paz e comunhão.No entanto, o ensino fixa, tira à inibição, dá segurança e sabedoria, alem de transformar o crente em um multiplicador.
Qual o Livro que o senhor está lendo hoje?
Sempre estou lendo mais de um livro mais vou citar o mais novo: Livro: Nem Tudo o que há em nossas BÍBLIAS foi inspirado por DEUS, Autor: Neil Rees, Ed. Hrizontes, Editção 2000.
Qual a avaliação que o senhor faz da sua entidade?
Ótima! Estou muito bem aqui, não vejo nada de herético. Os pastores são humildes e procuramos não nos desviar do foco que é a Palavra escrita por Deus. O Reino de Deus está crescendo, amém! Dou nota alta tanto a atual IBL como a anterior IDPB
Qual o personagem bíblico que o senhor mais admira?
Moisés" Um grande lider que sabia falar com Deus e até questioná-lo
E hoje vivo qual o homem ou mulher que lhe chama atenção e por quê?
Vou citar um daí de Manaus Pr. Frederico Hor, sua humildade homem dedicado ao ensino. Poderia citar pr. Heltom homem das crianças junto com a esposa, Pr. João Nunes também dedicado ao ensino.
Conte-nos uma experiência inesquecível com Deus.
Deus me deu tantas vitórias que fico constrangido em contar só uma mais, vamos lá: Eu socorri uma senhora que estava sendo espancada violentamente por seu marido em frente da minha casa; colocando ela para dentro e empurrando o espancador para fora. Ele ficou muito irado por causa de minha intervenção e alem do mais foi preso com muita violência por parte da policia. Ele resistiu à prisão então, disse que me mataria na primeira oportunidade. Ele era assassino e estava na condicional, os irmãos da igreja me aconselharam que eu fosse embora de Santarém, pois ele era doido, tinha atestado e cumpriria a promessa.Não fui resolvi orar e confiar em Deus que me havia levado para lá. Certo dia eu vinha da igreja e me defrontei frente a frente com ele, vi quando ele meteu a mão na cintura, comecei a tremer! Então clamei a Deus pedindo socorro, disse: Meus Deus o Senhor sabe de tudo sabe o quanto eu já ajudei esse homem e tudo o mais que fiz por ele, agora me socorre. Então vi ele retirar a mão vazia da cintura olhar para mim com muito ódio e respondeu a minha saudação com um vai tomar no .. Foi embora eu olhei para ele e orei dizendo: Não ouça Senhor o que ele disse e perdoa, converta o coração desse homem e que nunca mais ele espanque ou mate ninguém. Fui para casa peguei uma ferramenta e voltei imediatamente para a igreja. Assim que eu sai! Ele esteve em minha porta procurando por mim. Quando soube fiquei com muito medo, ele havia comprado uma espingarda para me matar; pensei é hoje! Clamei por socorro a meu Deus. No dia seguinte ia passando no mesmo local do encontro anterior, lá estava o dito cujo, vindo em minha direção. Faltou perna, Gritei socorro Senhor! Ai ele levantou a mão direita e disse, não tenha medo, vim só para lhe falar e pedir perdão do Senhor, estou arrependido do que disse ontem. Eu voltei na mesma hora para pedir perdão mais o Senhor já tinha saído. Pois depois daquele encontro veio um arrependimento tão grande que não pude mais suportar, e estou me queimando todo, preciso de seu perdão, ficou chorando… Um membro da igreja muito forte que era mecânico Nivaldo quando viu aquilo ficou temeroso por minha vida e veio correndo para me socorrer mais não foi preciso, Graças a Deus. ESSE FOI UM GRANDE LIVRAMENTO.
É possível ser santo hoje?
Sim. Hoje ou antigamente nunca foi diferente! As paixões são as mesmas, a diferença é só os atores. (Como foi nos dias de Noé assim será na volta de Jesus. Lc.17.26).
Qual a maior alegria da sua vida? Por quê?
Maior alegria: Ensinar sobre as Escrituras. Por que? O amor me constrange a isso.
Em uma palavra resuma quem é o Joaquim Neto
Pertinaz
Permalink
08.03.08
Posted in Entrevistas at 16:43 de mestreaguiar33033
Gostei muito da pregação desta mulher com uma unção da parte de Deus, ela caiu, mas já esta de pé de novo.
Confira a entrevista concedida ao repórter Marcelo Dutra da revista Eclésia feita por telefone de sua casa em Boston:
ECLÉSIA - A senhora realmente deixou de ser homossexual quando aceitou a Cristo?
LANA - Eu fui curada por Jesus e não tenho dúvidas quanto a isso. Fico triste quando vejo gente por aí dizendo: “A Lana caiu porque não era liberta de verdade”. Isso é coisa de quem não conhece a Bíblia. As Escrituras narram que vários personagens que viviam segundo os desígnios do Senhor caíram - isso é do homem. Vemos gente que saiu do adultério voltar a adulterar; alcoólatras libertos que um dia caem e tomam a beber. A pessoa que tem um passado negro como o meu está sempre sujeita e suscetível a uma queda.
Na época de sua conversão, a senhora submeteu-se a alguma terapia espiritual para suprimir suas inclinações homossexuais?
Não me submeti a nenhum trabalho específico voltado para essa área. Eu me converti na Assembléia de Deus e lá eles não têm esse tipo de atendimento.
Em sua opinião, como a Igreja brasileira trata a homossexualidade?
Esse é um problema que não é tratado de frente nas igrejas. Tanto que quase ninguém conta para seu pastor quando tem uma inclinação homossexual. Acho realmente que é um problema não tratar disso com mais seriedade.
A senhora teve algum outro caso homossexual depois de sua conversão?
Não, de forma alguma. Tive, quando nova convertida, problemas, desejos, provações, mas não caí em tentação. Nessa época, eu não tinha ministério.
Em algum momento de seu ministério, a senhora sentiu-se usada pelos pastores?
Não vou usar esse termo “usada”. Acho que o que acontece no Brasil, e isso não se vê no resto do mundo, é que 90% dos pastores que conheci não têm consciência plena do que é ministério missionário. Mas a maioria acredita que, se você é missionário, tem que passar necessidade, tem que viver na prova. Não existe uma visão contemporânea do ministério missionário. De cada dez igrejas em que eu pregava, em apenas uma eu era abençoada com uma oferta de amor. Embora meu sustento e o de minha família viessem dessa ajuda das igrejas, eu jamais estipulei um valor para pregar neste ou naquele lugar. Muita gente diz que o dinheiro e a fama me subiram à cabeça. E tem outra coisa - sempre que eu era convidada para ir a alguma igreja, pedia que a congregação pagasse também a passagem do meu marido, para que ele me acompanhasse sempre. Como esposa, eu não queria ficar longe dele muito tempo. E muitas vezes pagava do meu próprio bolso, tirava da minha oferta para poder levá-lo.
Seu casamento foi influenciado por pressões da igreja, como uma forma de provar que não era mais lésbica?
Não, de forma alguma. Eu me casei porque quis.
E por que seu casamento naufragou?
Nós não conseguimos resolver as coisas de uma maneira melhor por causa dos vários compromissos que eu tinha com o ministério. Meu casamento foi abaixo também por causa disso. Meu ritmo de vida era alucinante, chegava a pregar três vezes ao dia em locais diferentes. Havia também as viagens. Isso proporcionou que a gente se afastasse. Nós passamos por graves crises em nosso casamento, principalmente na área sexual. Chegamos a ficar quase um ano sem manter relações sexuais. Dá para acreditar? Eu cheguei a cobrar do meu marido um compromisso sexual comigo. Dizia para ele que, devido ao meu passado, eu tinha que ser plenamente saciada por um homem nesta área. Mas nada mudava. Ele só me dizia que eu não podia deixar de pensar no ministério. Nosso casamento não tinha mais jeito.
Vocês já estão divorciados?
Ainda não, pois estamos sem dinheiro. Mas vamos usar um serviço social americano para resolver essa questão o mais rápido possível. Meu sonho neste momento, mais do que voltar a ter algum ministério, é ter uma família. Peço a Deus um marido. Um homem que realmente me faça feliz e me dê pelo menos mais dois ou três filhos.
Após a divulgação do escândalo, alguns dos setores que antes a solicitavam têm apoiado a senhora?
Não, ninguém me procurou. A única pessoa que realmente tenta me apoiar - aliás, eu me emociono pela maneira como faz isso — é meu pastor [Manoel Antonio Ribeiro, da Assembléia de Deus do Monte, no Rio de Janeiro]. E olha que nós sequer nos falamos depois de tudo que me aconteceu. Eu tento poupá-lo do constrangimento. Mas aquele é um servo de Deus, um homem de bem.
Permalink
06.16.08
Posted in Entrevistas at 13:52 de mestreaguiar33033
Entrevista concedida a vários sites e blogs não se tem certeza quem realmente entrevistou, o fato é que Paul Ricouer foi uma das últimas vozes cristãs de maior influência na filosofia atual, filósofo e teólogo escreveu muitas obras das quais: "Mal: um desafio a filosofia e a teologia", reproduzo assim uma parte desta entrevista
Eu gostaria de começar com um questão a respeito da sua trajetória intelectual e de seu primeiro livro: A filosofia da vontade. Livro que apareceu em um momento filosófico dominado pela fenomenologia. Quais foram as coordenadas que o levaram a escolher o problema da vontade como tema filosófico?
Creio que há duas razões, se é que podemos reconstruir nossa própria história, já que somos narradores de nós mesmos tão inseguros quanto os outros também o são. Antes de mais nada, havia a situação da fenomenologia. A meus olhos, ela estava marcada pelo lugar ocupado por Sartre e Merleau-Ponty. Ora, minha referência era Merleau-Ponty pois eu não me interessava muito por Sartre e pela sua oposição entre o ser e o nada. Neste quadro, depois da Fenomenologia da Percepção eu me perguntei: o que resta a fazer? A resposta, por subtração, era a região prática. De outra parte, eu tinha um interesse de longa data a respeito da vontade má, que se exprimirá no livro seguinte sobre o simbolismo do mal. Mas, primeiramente, era necessário falar sobre o problema da vontade sem relacioná-lo ao problema moral. Desta forma, eu podia articular uma preocupação antiga, que vinha do meu questionamento sobre a religião, e uma solicitação do presente.
Depois desta obra o senhor voltou-se à psicanálise. O que exatamente o interpelava em Freud?
Aqui também minha resposta será dupla. Primeiro, pensemos a psicanálise em relação à fenomenologia. Sabemos que a fenomenologia coloca seu foco principal na questão da consciência. Logo, o inconsciente aparecia como um ‘desafio’ epistemológico. Ora, eu levei muito a sério a noção de inconsciente enquanto algo irredutível ao que Sartre havia compreendido como má-fé. Minha questão era: há lugar para o inconsciente na fenomenologia? A resposta era ‘não’. Neste sentido, era necessário deixar o ‘desafio’ aberto pois, com o inconsciente, a fenomenologia encontrava seus limites. E lembremos que reconhecer seus limites é ainda fazer ciência. Para Kant, a tarefa crítica consiste em reconhecer o que se coloca como limite e, no mesmo movimento, determinar quais são as circunscrições de jurisdição da racionalidade. Veja que esta exploração sistemática dos limites é um ponto que será muito recorrente na minha filosofia.Agora, havia uma outra razão ligada ao projeto de que falávamos antes a respeito da vontade má. Eu tinha escrito um livro intitulado O simbolismo do mal dez anos após O voluntário e o involuntário. Era a segunda parte do que eu chamara de filosofia da culpabilidade. Lá eu desenvolvia a idéia de que nos grandes mitos o mal encontrava expressão adequada e, de maneira geral, em uma linguagem simbólica. Pense, por exemplo, no mito da queda. Eu encontrei na psicanálise uma espécie de contestação. ‘Contestação’ porque ela aproxima-se da culpabilidade através do mórbido e não através de uma justificação simbólica. Daí temas como a auto-acusação e auto-perseguição. Eu tinha então um problema de balança. Tratava-se de saber o que era mórbido e o que era são na culpabilidade ou, antes, qual era a relação entre o normal e o patológico na má-consciência. Mas havia também um problema relacionado ao estatuto do simbolismo. Pois há na psicanálise, uma análise do Simbólico a partir do sonho e da fantasia. Ou seja, Freud reconstrói o campo simbólico através do seu núcleo onírico. Há então uma confrontação dupla: temática, no que diz respeito à má-consciência, e epistêmica, se pensarmos no problema do estatuto do simbolismo.
O senhor percebeu a psicanálise como um campo produtor de novas questões. Mas hoje falava-se muito em uma ‘crise da psicanálise’. Um assunto que também concerne os trabalhos do senhor, já que eles são um alvo do anti-freudismo norte-americano.
Se você está pensando nas crítica de Adolf Grumbaum contra mim, digo que elas erram totalmente de alvo. Ele acredita que faço uma leitura hermenêutica da psicanálise, enquanto que, na verdade, eu a trato como um saber absolutamente estrangeiro à fenomenologia. Deve-se analisar minha leitura da psicanálise a partir do que desenvolvo em O conflito de interpretações. Pois é em um campo conflitual que a interpretação psicanalítica deve ser pensada. Conflitual em relação a mim, em relação à fenomenologia e também à hermenêutica de textos. Sobre a idéia de ‘crise’, creio que a crise é permanente na psicanálise. Freud sempre se confrontou com uma série de rupturas, basta lembrarmos das dificuldades enormes na consolidação da Sociedade Psicanalítica Vienense. Há aí um destino que me parece absolutamente típico de uma disciplina que avança de crise em crise. Mas isto não a condena, já que este é seu regime de pensamento. Cada vez que um grande psicanalista teoriza, ele passa à uma sistematização que aparece como excesso em relação a suas descobertas clínicas; o que gera um descompasso entre teoria e clínica que aparece como motor de crises e de debates promovidos pela geração posterior. É interessante dizer isto pois, hoje, me dou conta que minha leitura de Freud pecou devido à uma espécie de superestimação do teórico. Eu li principalmente os artigos de sistematização. Ora, duas coisas são dominantes em Freud. Primeiro, as cinco grandes psicanálises (Dora, o pequeno Hans, O homem dos ratos, O homem dos lobos e O Presidente Schreber) e, segundo, o papel da transferência. Para mim, a transferência tem uma relação muito precisa com o tema da crise, já que cada grande psicanalista suscitou um tipo particular de transferência que traduziu-se na tendência para transformá-los em objetos de amor e de ódio. Logo, o caráter polêmico da teoria está de uma certa forma inscrito no próprio ato terapêutico, que sempre será controvertido. Na verdade, a relação entre prática e teoria psicanalítica ainda constitui um grande mistério para mim.
Hegel dizia que as feridas do Espírito se curam sem deixar cicatrizes e o senhor fala do perdão enquanto uma memória reconciliada. Mas como podemos saber que o perdão não é mais uma figura desta ‘pretensão totalizante da memória’ que o senhor mesmo denuncia em seu livro?
É pensando nisto que introduzi a noção de ‘irreparável’. Na verdade, eu empreguei três palavras: há o ‘irreconciliável’ das diferenças insolúveis, o ‘inextricável’ no passado e, sobretudo, o ‘irreparável’ no mal feito aos outros. Neste sentido, a história deixa feridas que não se fecham. Continuando no registro hegeliano, diríamos que eu incorporo o irreparável ao movimento do Espírito.
Quer dizer, há coisas que não se pode perdoar.
Exato. Mas este ‘se’ da frase não se refere à mim, refere-se às vítimas, já que só as vítimas podem perdoar. O problema do perdão não consiste em exercer o perdão mas em poder pedi-lo. Ora, quem pede perdão ao outro já está preparado para receber uma resposta negativa. Mas é assim, o perdão não é exigível.
Permalink
06.10.08
Posted in Entrevistas at 12:50 de mestreaguiar33033
Para Hans Küng, a religião hoje é novamente um fator de poder. Existe uma grande afluência ao islã e ao budismo, mas não ao cristianismo.Nessa entrevista, o polêmico teólogo suíço aponta os motivos.
DW: Temas religiosos novamente despertam um enorme interesse das pessoas, não só na Alemanha. Pode-se falar de um retorno das religiões?
Hans Küng: Retorno das religiões – isso é uma expressão ambivalente. A religião nunca sumiu. Como a música, a religião é algo que permanece, mesmo que por um certo tempo seja suplantada. É certo que, desde o ressurgimento do islã, desde a fundação da República Islâmica do Irã em 1979, os europeus se conscientizaram de que não determinam o mundo sozinhos. Durante muito tempo, a Europa secularizada não percebeu que é um caso especial e que a religião em outros lugares é um poder.
DW: "Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões! Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões". Essas duas frases foram elaboradas pelo senhor. O desenvolvimento da comunicação via internet pode melhorar o diálogo entre as religiões?
Em princípio, eu diria que sim, mesmo que isso implique uma série de problemas. É positivo que hoje possamos estar bem informados sobre outras religiões. Uma outra questão naturalmente é se pretende-se estar informado. Há pessoas que não o querem, que já sabem tudo antes, sem que tenham estudado o islã.
DW: Quem não quer saber isso?
Por um lado, são os cristãos fundamentalistas, que seguem literalmente a Bíblia e dizem que não precisam das outras religiões. Mas podem ser também pessoas muito secularizadas, dogmáticas do laicismo. Estes já coram quando simplesmente se fala a palavra religião, e acham que sobre isso não se precisa falar na escola. Eles têm dificuldade com o fato de que a religião novamente representa um fator de poder na história mundial.
DW: De acordo com uma pesquisa representativa, o cristianismo não é mais a religião mais simpática aos alemães e, sim, o budismo. Como o senhor interpreta isso?
O budismo é visto no Ocidente como uma religião livre de dogmas, sem muitas prescrições. Trata-se de uma religião voltada para dentro, que dá importância à meditação, que não tem uma imagem demasiado antropomorfa, concreta, da última realidade. O outro fato é que o cristianismo, com sua concentração de poder, irrita muita gente.
Quando temos um papa que aparece o tempo todo, que, como senhor espiritual do mundo, tem a pretensão de que só quem está com ele é um cristão verdadeiro, que somente sua Igreja Católica Romana é a verdadeira igreja, então isso irrita muitas pessoas. E, mesmo que não protestem publicamente, elas se afastam e dizem que não querem ter nada a ver com isso.
DW: Voltemos ao islã. Na pergunta sobre a "religião mais pacífica", o budismo lidera com 43% contra 41% do cristianismo. O islã fica com apenas 11% nesse ranking. O islã é uma imagem do inimigo no Ocidente?
Sim, o islã representa sem dúvida uma imagem do inimigo no Ocidente, visto que o Ocidente só se concentra em determinados pontos do islã. Isso já vale para a história. Os europeus o vêem sob o ponto de vista do avanço do islã do norte da África até a Espanha entre os séculos 8º e 15º e do domínio otomano nos Bálcãs. Mas não se vê nesse contexto que os cristãos não só realizaram as cruzadas, como também colonizaram todo o mundo islâmico, do Marrocos até as ilhas da Indonésia, no século 19.
Daí surgem tensões, muitas das quais o Ocidente não resolveu até hoje. Isso vale sobretudo para as relações entre os palestinos e Israel. Se tivesse sido feito um acordo de paz após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, nunca teria surgido um Bin Laden, nem teriam ocorrido os ataques ao World Trade Center em 2001.
Em vez disso, propagou-se a sensação de que os ocidentais se fixam inclusive na santa Arábia, se instalam no Afeganistão, avançam em todo lugar, de modo que se formam resistências. Obviamente temos de condenar homens-bomba e atentados. Mas é preciso refletir por que tantos jovens estão tão desesperados a ponto de se colocarem à disposição para tais atentados.
DW: Mesmo que o islã na Europa seja visto com ceticismo, mundialmente ele tem uma grande atratividade, principalmente para os jovens. Há 1,3 bilhão de muçulmanos e a tendência é que esse número aumente. De Rabat (capital do Marrocos) a Damasco há grupos políticos islâmicos que se tornam cada vez mais fortes. A que se deve isso? Os motivos são religiosos ou sociais?
Ambos. São grupos religiosos que se empenham pelas pessoas. Muitos muçulmanos nesses países têm a sensação de que as elites governantes têm uma vida própria e pouco se importam com o povo. Os grupos fundamentalistas islâmicos – ou como se queira chamá-los – se esforçam muito para fazer algo pelas pessoas. Eles providenciam escolas e educação, dão roupa e alimentação.
Por que o Hamas venceu as eleições? Porque ele se empenhou pelas pessoas. Uma das maiores tolices da política ocidental – aliás, corroborada pela política alemã – foi não reconhecer essas eleições democráticas. Em vez disso, se adverte: vocês precisam reconhecer Israel! Diga isso a pessoas que há décadas são aterrorizadas por uma potência de ocupação. Não é dessa forma que se resolvem problemas. Deve-se reconhecer que há partidos que, sob determinadas circunstâncias, têm o islã como base, mas se empenham pelas pessoas.
Um exemplo melhor é o partido do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, na Turquia. Por que eles venceram? Porque eles se empenharam pelas pessoas. Apesar de todas as fraquezas que eles têm, mostraram que conseguiram avanços enormes para o país e de forma alguma criaram um Estado islâmico como o Irã. Eles querem uma democracia, mas também não querem degradar o islã unicamente à esfera pessoal, como aconteceu sob [Mustafá Kemal] Atatürk, fundador do país.
DW: O senhor certa vez classificou a Turquia como "laboratório da democracia". É possível conciliar fé, religião com democracia?
A religião pode conviver com a democracia. Os principais arquitetos da unificação européia, de Charles de Gaulle e Konrad Adenauer a Robert Schuman e Alcide de Gasperi, eram cristãos praticantes. O fato de o islã no momento ter mais problemas com a democracia do que com o cristianismo, se deve a que, no islã, ao contrário do que ocorreu no cristianismo e no judaísmo, não houve reforma e iluminismo – à exceção de alguns círculos. Quem pretende ajudar ali precisa apoiar as forças moderadas e isolar os radicais. A maior tolice é enfrentar essa gente com exércitos. Isso é tão estúpido quanto seria enfrentar a máfia com aviões de combate.
O teólogo católico e crítico da Igreja, Hans Küng, ganhou fama como um precursor do diálogo entre as religiões e como fundador do projeto Etos Mundial. Em 1979, o Vaticano cassou-lhe a licença para lecionar Teologia por ter colocado em dúvida a infalibilidade do papa. Em 2005, ele foi recebido por Bento 16 para uma conversa.
*Fonte: Deutsche wellem
Permalink
05.28.08
Posted in Entrevistas at 11:46 de mestreaguiar33033
É claro que isso não passa de fantasia na minha cabeça, mas ilustra muito bem quem é Dawkins:
Blog – Senhor Dawkins poderia me demonstrar o que é a Lógica?
Claro que sim,
1- O universo é preto
2- quem fez o Universo deve ser preto
3- Todos os carros no escuro são quase pretos
Não entendi.
Eu odeio a negritude
Qual seu método científico usado para demonstrar a inexistência de Deus?
MR – método de ridicularizar, sempre funciona, aconselho a você fazer a mesma coisa
O senhor já leu algum expoente da Filosofia da Ciência?
Ah! Claro, Nietzsche, Kierkergaard, entre outros. E filosofia da religião…Respeito muito o que Hume falou no Ensaio sobre o entendimento Humano e que Espinoza escreveu sobre as mônadas.
Como se sente com relação aos conhecimentos filosóficos?
Muito bem, adoro a botânica de Aristóteles e aquela frase de Pirro: "…O homem é a medida de todas as coisas"
O senhor quer dizer algo sobre Deus?
Não por favor! Eu já falei muito sobre ele no meu livro Deus, um delírio, e cada vez que eu mais vendo livros mais ele se fortalece.
O senhor tem um texto falando sobre a inutilidade da Teologia...(o entrevistado me interrompe antes de eu concluir)
Ah, aquilo foi para chamar atenção, eu tenho que falar contra Deus e tudo que diz respeito a ele, pois assim vendo muitos livros veja esse último já vendeu ou venderá mais que todos os outros sobre biologia que escrevi.
Mas o senhor disse que não ia mais falar em Deus?
Sim, mas esqueçam o que escrevi, por favor!
Permalink
05.21.08
Posted in Entrevistas at 12:14 de mestreaguiar33033
O jornal Estadão fez uma entrevista com dawkins e reproduzo agora veja quão ridículo é isso que Dawkins fala, depois vamos analisar essa entevista
Estadão: O sr. argumenta em seu livro que a religião é algo nocivo, que pode levar a guerras, terrorismo e preconceito. A maioria das pessoas religiosas, entretanto, não sai dirigindo carros-bomba por aí. Acreditam em Deus, vão à igreja aos domingos e seguem suas vidas sem problema. A religião é algo intrinsecamente ruim ou apenas quando levada ao extremo?
Dawkins: Nem tudo na religião é ruim, claro que não. A maioria das pessoas comuns, que vão à igreja todo domingo, não levam isso muito a sério - mas uma minoria leva, sim, extremamente a sério. O que eu quero dizer é que são essas pessoas comuns, do dia-a-dia religioso, que doutrinaram todos nós durante a infância de que a fé é uma coisa boa, e que a religião é algo que precisa ser respeitada. Isso cria um ambiente propício para o fundamentalismo, abre caminho para o extremismo.
Estadão: Tivemos há pouco um evento trágico no Brasil: um acidente de avião no qual morreram 199 pessoas. Numa situação dessas, a religião, a fé, é o único consolo para muitos parentes das vítimas. Nesse caso, também, o senhor acredita que a religião é uma coisa ruim? Como o senhor lida com as tragédias da vida?
Dawkins: Se tivesse religião, me preocuparia com o Deus que deixou uma coisa dessas acontecer. Você não? Deus sempre leva o crédito pelas coisas boas, mas nunca a culpa pelas coisas ruins. Ele deixou que a tragédia acontecesse! É incrível. Não sei se alguém sobreviveu a esse acidente, mas se for o caso, seria capaz de apostar que alguém disse: ‘Vejam que maravilhoso, Deus salvou meu filho, minha filha, ou seja lá quem for.’ Ninguém parece se dar conta de que esse mesmo Deus deixou todas as outras pessoas morrerem.
Estadão: Não consigo pensar em nenhuma sociedade, do presente ou do passado, que não tenha venerado algum tipo de divindade – seja o Deus Sol, o Deus Vento ou qualquer outro tipo de deus. Será que a religião não faz parte do nosso DNA, que não é algo intrínseco à essência do ser humano?
Dawkins: Acho que você tem razão. Todas as sociedades humanas manifestam algum tipo de religião. Grande número de pessoas é religiosa, mas não todas. Não é algo, portanto, que esteja tão incorporado ao nosso DNA que não sejamos capazes de escapar disso. Muitos de nós escapam, especialmente as pessoas que têm uma educação melhor. Eu diria, sim, que há uma predisposição da mente humana que nos torna vulneráveis à religião, mas não acho que isso esteja embutido em nossos genes.
Estadão: Por que contrariar esse instinto?
Dawkins: Bem, nós não fazemos tudo que é natural do ser humano, fazemos? Se fizéssemos, todos nós estaríamos andando pelados por aí. Nossos ancestrais selvagens eram caçadores-coletores, que provavelmente lutavam constantemente entre si, principalmente pelo controle das fêmeas. Não é exatamente o tipo de sociedade na qual gostaríamos de viver hoje. Nós evoluímos muito desde então, ao longo de vários séculos de civilização, e nossa emancipação dos deuses é mais um passo desse processo civilizatório.
Estadão: Charles Darwin não era ateu, era agnóstico (alguém que não crê em Deus, mas não descarta totalmente sua existência). O sr. acha que ele aprovaria seu livro?
Dawkins: Darwin era um homem muito gentil, que se preocupava muito em não ofender seus amigos religiosos. Chegou a dizer que as pessoas não estavam prontas para o ateísmo. Acho que Darwin não ficaria totalmente satisfeito com o meu livro. Acho até que ele concordaria comigo no fundo do seu coração, mas não concordaria em publicar o livro da maneira como eu publiquei.
Estadão: Quando o sr. prega o fim da religião e coloca a ciência como dona da verdade, essa não é uma posição tão radical quanto a dos fundamentalistas religiosos?
Dawkins: Não acho. Os fundamentalistas acreditam em algo simplesmente porque aquilo está escrito em um livro. Só acredito em alguma coisa com base em evidências, e isso é uma grande diferença. Admito ser passional, veemente, mas apenas sobre assuntos para os quais existem evidências. Não sou passional porque fui criado para acreditar em algo ou porque li aquilo em algum livro sagrado.
Estadão: Muitas vezes a doutrina religiosa é usada como referência moral, inclusive para impor limites éticos à ciência - como no caso da clonagem e das células-tronco embrionárias. Sem a religião, quem vai regular a ciência? Sem Deus para julgar nossas ações no fim do túnel, quem vai determinar o que é certo e o que é errado?
Dawkins: Jogar fora a religião não significa jogar fora a ética. Ética é algo completamente diferente. Qualquer um que disser que baseia sua ética na religião está quase certamente enganado. Ninguém tira seus conceitos morais da Bíblia, porque isso significaria ser a favor da escravidão, da opressão das mulheres, do apedrejamento de homossexuais etc. O que as pessoas fazem é selecionar versos da Bíblia que as agradam, mas a ética e a moral elas pegam de outro lugar. Muita gente também acredita que sem a religião todos se transformariam em pessoas más, que não haveria nada que lhes impedisse de praticar atos ruins. Se isso é verdade, essas pessoas não são realmente boas. Elas só são boas porque têm medo de serem punidas por Deus, e não acho que essa seja uma forma honrosa de bondade.
Estadão: O sr. foi eleito mais de uma vez pela revista britânica Prospect como um do mais importantes intelectuais do planeta. O sr. acha que os cientistas são os novos pensadores, os novos filósofos do mundo moderno?
Dawkins: Acho que a ciência tem, sim, muito a dizer para o mundo, e acho que as pessoas se sentiriam muito mais completas em suas vidas se aprendessem com a ciência. Não só com o conhecimento da ciência, mas com a metodologia do descobrimento científico, que é algo que vale a pena ser seguido.
Estadão: A ciência tem resposta para tudo?
Dawkins: Ainda não, e talvez nunca tenha. Mas, se há algo que a ciência não pode responder, não há nenhuma razão para supor que a religião possa.
Permalink
« Previous entries Project-Id-Version: WordPress 2.0.1
Report-Msgid-Bugs-To:
POT-Creation-Date: 2005-12-27 17:11-0600
PO-Revision-Date: 2006-03-31 18:04-0300
Last-Translator: eduardo
Language-Team: Tradução-WP-Português
MIME-Version: 1.0
Content-Type: text/plain; charset=UTF-8
Content-Transfer-Encoding: 8bit
X-Poedit-Language: Portuguese
X-Poedit-Country: BRAZIL
Project-Id-Version: WordPress 2.0.1
Report-Msgid-Bugs-To:
POT-Creation-Date: 2005-12-27 17:11-0600
PO-Revision-Date: 2006-03-31 18:04-0300
Last-Translator: eduardo
Language-Team: Tradução-WP-Português
MIME-Version: 1.0
Content-Type: text/plain; charset=UTF-8
Content-Transfer-Encoding: 8bit
X-Poedit-Language: Portuguese
X-Poedit-Country: BRAZIL